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Algo a Dizer - O blog do Rafael Crispim
 

Silêncio

Não cessa. Por mais insensato e ilógico que possa parecer. Tento esquecer a tentação de buscá-la onde está agora. O fato é que meus braços não a alcançam. Nunca alcançaram. E minha fase de crescimento já acabou. Os silêncios continuam a perturbar a aparente calmaria. A falta de verbos neste momento tão confuso me deixa sem nenhuma ação. Melhor ficar parado. Talvez me trancar no meu quarto, na impossibilidade de criar asas e voar rumo ao melhor lugar. Memórias. Origens. Causas. Conseqüências.

Espera.

 



 Escrito por Rafael Crispim às 22h43 [ ] [ envie esta mensagem ]



Quando

Se você tiver a galhardia de voltar, conversaremos em uma mesa de um bar bem barulhento onde não nos ouviremos. De propósito. Sem propósito. Sem palavras. Sem copos vazios. Sem coisas cheias a ofertar. Sem olhares mortos. Sem desculpas aparentes. Sem aparências de qualquer natureza. Sem nada. Sem perguntas. Talvez sem respostas. Sem ações. Só o corpo a pulsar. Pulsar. Pulsar. E nada de arrancar nada de ninguém. Sentiremos como nunca. Acovardaremos como sempre.

 Escrito por Rafael Crispim às 01h47 [ ] [ envie esta mensagem ]



Coisas Ocorrendo

Como já havia postado anteriormente, estou a escrever minha próxima peça. Por ora, o título é "O Outro" e vai falar sobre segredos.

Além disso, estou em um projeto com o Marcos Freddi e o Kléber da Cruz. Será um fanzine literário. Aguardem. Espero contar mais novidades sobre isso até o fim do mês.

Também começarei a trabalhar em uma releitura de "Memórias Póstumas de Brás Cubas" pro teatro. Este é sob encomenda, mas será produzido com o mesmo gás.

E, é claro, os ensaios e pensamentos soltos aqui no blog, para o consumo de vocês. A audiência tá cada vez melhor e maior, apesar da falta de divulgação por parte do Sr. UOL. Espero contar com a atenção e as opiniões que recebo aqui e em meu e-mail. Sempre me escrevem palavras muito edificantes.

Obrigado, pessoas!

 

 



 Escrito por Rafael Crispim às 00h58 [ ] [ envie esta mensagem ]



Como tô sem inspiração...

...segue a do Chico que estou ouvindo incessantemente.

 

 Bye Bye, Brasil
>>  Chico Buarque
 
    Oi, coração
Não dá pra falar muito não
Espera passar o avião
Assim que o inverno passar
Eu acho que vou te buscar
Aqui tá fazendo calor
Deu pane no ventilador
Já tem fliperama em Macau
Tomei a costeira em Belém do Pará
Puseram uma usina no mar
Talvez fique ruim pra pescar
Meu amor

No Tocantins
O chefe dos parintintins
Vidrou na minha calça Lee
Eu vi uns patins pra você
Eu vi um Brasil na tevê
Capaz de cair um toró
Estou me sentindo tão só
Oh, tenha dó de mim
Pintou uma chance legal
Um lane lá na capital
Nem tem que ter ginasial
Meu amor

No Tabariz
O som é que nem os Bee Gees
Dancei com uma dona infeliz
Que tem um tufão nos quadris
Tem um japonês trás de mim
Eu vou dar um pulo em Manaus
Aqui tá quarenta e dois graus
O sol nunca mais vai se pôr
Eu tenho saudades da nossa canção
Saudades de roça e sertão
Bom mesmo é ter um caminhão
Meu amor

Baby, bye bye
Abraços na mãe e no pai
Eu acho que vou desligar
As fichas já vão terminar
Eu vou me mandar de trenó
Pra Rua do Sol, Maceió
Peguei uma doença em Ilhéus
Mas já tô quase bom
Em março vou pro Ceará
Com a benção do meu orixá
Eu acho bauxita por lá
Meu amor

Bye bye, Brasil
A última ficha caiu
Eu penso em vocês night and day
Explica que tá tudo okay
Eu só ando dentro da lei
Eu quero voltar, podes crer
Eu vi um Brasil na tevê
Peguei uma doença em Belém
Agora já tá tudo bem,
Mas a ligação tá no fim
Tem um japonês trás de mim
Aquela aquarela mudou
Na estrada peguei uma cor
Capaz de cair um toró
Estou me sentindo um jiló
Eu tenho tesão é no mar
Assim que o inverno passar
Bateu uma saudade de ti
Tô a fim de encarar um siri
Com a benção do Nosso Senhor
O sol nunca mais vai se pôr



 Escrito por Rafael Crispim às 22h41 [ ] [ envie esta mensagem ]



Drummond - Não se mate

Carlos, sossegue, o amor

é isso que você está vendo:

hoje beija, amanhã não beija,

depois de amanhã é domingo

e segunda-feira ninguém sabe

o que será.

O amor, Carlos, você telúrico,

a noite passou em você,

e os recalques se sublimando,

lá dentro um barulho inefável,

rezas,

vitrolas,

santos que se persignam,

anúncios do melhor sabão,

barulho que ninguém sabe

de quê, praquê.

 

Entretanto você caminha

melancólico e vertical.

Você é a palmeira, você é o grito

que ninguém ouviu no teatro

e as luzes todas se apagam.

O amor no escuro, não, no claro,

é sempre triste, meu filho, Carlos,

mas não diga nada a ninguém,

              ninguém sabe nem saberá.



 Escrito por Rafael Crispim às 21h37 [ ] [ envie esta mensagem ]



Devaneios...

Acordei com esta música na cabeça. Aconteceu nada. Será que podia acontecer tudo? Será que você lerá este pensamento em voz alta? Será coisa da minha cabeça? Será que eu fui covarde? Será que eu fiz bem em não agir? Seus cabelos molhados me despertaram. Bela descoberta.

 

NAO VÁ EMBORA (Marisa Monte)

E no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio
E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais na vida

Eu podia ficar feio só perdido
Mas com você eu fico muito mais bonito
Mais esperto
E podia estar tudo agora dando errado pra mim
Mas com você dá certo


Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca maaaais
Por isso não vá, não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais

Eu podia estar sofrendo caído por aí
Mas com você eu fico muito mais feliz
Mais desperto
Eu podia estar agora sem você
Mas eu não queeeero, não quero



 Escrito por Rafael Crispim às 02h43 [ ] [ envie esta mensagem ]



Bons Dias

Estou me sentindo muito bem. Estes dois últimos dias passaram calmos,apesar de ter dormido somente sete horas. A calma tá próxima. E ela não precisa ser trazida por ninguém. Nada urge. O relógio é desimportante. Eu ando me descobrindo. Pessoa despretensiosa. Quase alegre. Tonificado. Sem pressa. Sem espaços ocupados. Estes serão quando tiverem de ser.

 Escrito por Rafael Crispim às 16h10 [ ] [ envie esta mensagem ]




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