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O que é isto?
 
Algo a Dizer - O blog do Rafael Crispim
 

Reencarnação

Não hesito em dizer: Existe vida após você. Há coisas interessantes a acontecer neste momento aqui dentro. Muito mais factíveis. Muito mais sãs. Muito mais limpas. Com menos máscaras a atrapalhar. Sem pressa. Sem dor (que já não sinto mais). Com alguma expectativa, claro. Pois sem elas não despertaríamos amanhã esperando o bom da vida vir depois. A casa tá vazia. Limpa. Acho que há pleiteante a ocupá-la. Muito mais interessante que você. Questão de saber ouvir. Questão de saber falar o que eu quero ouvir.

 



 Escrito por Rafael Crispim às 01h03 [ ] [ envie esta mensagem ]



Letra Mais Simples do Caetano

Sem Pisar no Chão
(Vinicius Cantuária / Caetano Veloso)

Quando você passa
Sem pisar no chão
O aro do sol gira
Preso em minha mão

Todo o chão do céu abrirá
Espelhando em flor
Tudo quanto é voz cantará
Tons de toda cor



 Escrito por Rafael Crispim às 00h54 [ ] [ envie esta mensagem ]



Iram Acilégna Arap (Um Parêntese Eminentemente Pessoal)

Vendo seus passos confusos, a única conclusão possível é:

Seu umbigo é maior, bem maior, que qualquer desejo que venha a surgir de qualquer reles mortal. Não vale a pena sentir mais nada. Nem raiva. Nem apreço. Nem culpa.

A indiferença é o prêmio concedido a você.

O torneio da vida ainda não acabou, mas considere-se perdedora desta partida. Por W.O. .

Sem mais

R.C.

 

 

 



 Escrito por Rafael Crispim às 23h50 [ ] [ envie esta mensagem ]



Mundo Perfeito

A dúvida 

                   torna a vir

Súbita

Ávida

Sábia

 

 

Mas há de trazer

Escolhas válidas

 

Manter a inércia

Ou agir racionalmente?

Venha

E peça pra descobrir

Meu objeto de desejo

 

Risos ecoam

Uma cândida e

Muito preciosa

                       Alegria

Outro momento insano?

 

A roda se move

O meu corpo e minha mente vãos

 

Miram o futuro

Única forma de

Não definhar

De dor e cansaço

Olhos que viscejam

 

Para chegar lá

Esqueço do tempo

Rio do que passou

Fujo do óbvio

Estranho o velho

Imito o ideal

Tiro as máscaras

Ouço o que preciso



 Escrito por Rafael Crispim às 23h35 [ ] [ envie esta mensagem ]



ET-Telefone-Minha Casa



 Escrito por Rafael Crispim às 02h32 [ ] [ envie esta mensagem ]



Calma Alma

Calma alma.

Alma, acalma!

Cada alma.

Cada escada.

Senta, pára

Para pensar,

Desalmada.

Acalmada.

Para agora,

Nesta hora,

Vir de volta.

A pútrida

Sórdida

Irônica

Calma dela.

Sem balela.

Sem história.

 



 Escrito por Rafael Crispim às 01h10 [ ] [ envie esta mensagem ]



(Sem título)

Não invente verdades só pra se agradar. A busca insandecida só leva ao NADA. Tenha as escolhas nas suas mãos. Ninguém vai trazer NADA. Delicie-se com estas quatro letrinhas tão aparentemente tão desconfortáveis quando agrupadas deste modo. Não desconfie da ausência delas. Duvide da sua convicção. Duvide de tudo o que ouvir. Acredite em NADA quando o telefone tocar e uma voz amigável chamar por você. Verá que NADA sente. Que todos não querem NADA DE VOCÊ. Somente esconder inconscientemente o NADA individual lembra uma outra palavra indigesta: MEDO. Desejo de ter TUDO e não assumir NADA. A coisa que esconde com tanto MEDO e tanta vontade de que alguém descubra. Você sabe o que guarda. Não exterioriza. Extravaza. Lusco-fusco. Sinal amarelo. Cuidado. O desejo nasce pela boca. Boca que sorverá seu NADA.

 Escrito por Rafael Crispim às 00h30 [ ] [ envie esta mensagem ]



Quase Utopia

Ela talvez não me encontre mais. Faço questão de permanecer distante de todas as coisas que eu possa tocar e sentir calor. Este teclado cujas teclas espanco é frio. Na temperatura ideal para o meu momento. Penso em acender o cigarro. Penso no isqueiro. Na chama. Na porta diante de mim. A saída está próxima. Lá fora talvez ela ainda me espere. Suando frio. Pulsação acelerada. Bicho preso. Língua solta em um telecontato. Sem tato. Sem toque. Sem tempo. Muito espaço a separar. Muitas coisas a imaginar. Nenhuma história pra contar. Só mentiras. Dissimulações. Pretensas persuasões. Auto-enganos. Por baixo dos panos da sanidade. Antes da castidade não era assim. Não havia frio. E tampouco a vontade de revestir-se dele. Existiram tais tempos?



 Escrito por Rafael Crispim às 00h02 [ ] [ envie esta mensagem ]



Pressa

Pra quê toda essa pressa em abrir a porta? Ninguém a espera. Pelo menos aí dentro. Questão de escolha. Seu mundo. Suas coisas. Sem estrangeiros no seu quintal. Aqui ninguém é amigo do rei. Não há regras sem subversões. E as dores também são nossas. Será que ainda teremos a grandeza de dividir as contentezas?

 Escrito por Rafael Crispim às 21h44 [ ] [ envie esta mensagem ]



Tic-Tac-Tic-Tac...

É coisa que se espera, mas sempre quando esperamos não vem. Não tem lógica. Eu não tenho lógica. Meu discurso por vezes é vazio. Tão vazio que me torno redundante. Não quero gritar. Não vão me achar. Não procuram. Deixa a vida acontecer. Fatos.



 Escrito por Rafael Crispim às 11h32 [ ] [ envie esta mensagem ]



Luz no Fim do Túnel

Agora só falta a decisão. Tome a melhor. Pense em você. Só em você. Não se prenda a nada. Nem a mim. A garantia não sou eu. É você. Sem culpas. Sem gozos perdidos. Sem choro nem vela. Sem fita amarela com o seu nome. Vá na sua cadência.

 Escrito por Rafael Crispim às 23h52 [ ] [ envie esta mensagem ]



Diálogo - Parte I

-  Posso perguntar uma coisa?

-  Claro.

-  Quem é você?

-  Como assim, quem sou eu? Você sabe quem eu sou.

-  Não sei não. Mas eu quero saber se você sabe mesmo quem é você.

-  Não entendi onde você quer chegar.

-  Tudo bem, esqueça a pergunta por enquanto. Vou fazer outra: Onde você quer chegar?

-  Você tá muito estranho hoje. Nunca foi de perguntar, e agora me questiona sobre coisas absurdas.

 (continua)



 Escrito por Rafael Crispim às 23h37 [ ] [ envie esta mensagem ]



Diálogo - Parte II

-  Eu pergunto porque você é a única pessoa com a qual tenho liberdade pra perguntar essas coisas.

-  Será mesmo?

-  Creio que sim. Você ouve cada imbecilidade que eu penso...

-  Gosto de você, apesar de não saber quem você é.

-  Vai voltar a insistir nessa bobagem?

-  Não é uma bobagem. Pense assim: qual é a pessoa com quem você mais convive?

-  Com você.

-  Mas tem horas em que não estou com você.

-  Quem seria então?

-  Adivinha?

(continua)



 Escrito por Rafael Crispim às 23h36 [ ] [ envie esta mensagem ]



Diálogo - Parte III

-  Esse papo já ta me irritando.

-  É você, meu caro.

-  Mas você não pode contar comigo.

-  Por quê não?

-  Por quê...? Que idiotice. Você acabou de descobrir algo realmente importante!!! Certamente você será capaz de inventar algo mais importante que a roda!!! Ah, pára com este delírio.

-  Eu perguntei isso porque gosto muito de você.

-  Se você gostasse mesmo de mim, me deixaria quieto no meu canto.

-  Bobagem é ficar passivo, vendo o trem da vida passar. Aceitar tudo que dizem é besteira.

-  Pra quê se importar com o que todos dizem ser a verdade? Ou você vai me dizer também que o dia não tem vinte e quatro horas?

-  Esta é uma convenção.

-  Finalmente você tá acordando...

-  Se for pra acordar na sua realidade prefiro dormir pela eternidade da minha existência.

-  Eu sempre vivi assim. Acho bobagem mudar agora.

-  Mas você vive bem do jeito que é?

-  Nunca parei pra pensar nisso.

-  Se você quiser permanecer assim, pior pra nós.

-  Já que se julga cheio de si, dono de todas as verdades, me responda: quem é você?

-  Era justamente isso que eu gostaria de saber.



 Escrito por Rafael Crispim às 23h36 [ ] [ envie esta mensagem ]



Busca

Nadatudo. Nãosim. Luzombra. Águar. Céuchão. (in)Diferença. Crença(de)crescente. Chororiso. Euoutro. Euvocê. Verdadefalsa. Silênciovalsa. Quedavôo. Enlevoenjôo. Medo(dá?)coragem. Culpalívio. Perdidabússola. Tãovão. Valortão. Valortãovão.

 Escrito por Rafael Crispim às 22h56 [ ] [ envie esta mensagem ]



Normal

É um dia normal. Nada de novo aconteceu. As pessoas andam no mesmo ritmo. Insensíveis como sempre. Eu não parei. Só sorri. Sem porquê. Ou melhor, ela não voltou. Está longe daqui. Vou poder dormir no fim da noite como uma criança. É assim que me sinto: uma criança. Sem pecados. Sem passado. Sem pesares. Sem pesos. Desmedido. Destemido.

É um dia normal.



 Escrito por Rafael Crispim às 22h41 [ ] [ envie esta mensagem ]



Matéria

Sonhos. Já tem gente demais que pensa neles. Acho que todos os meus são meramente acasos. Não acredito em acaso. Explicação pouco racional. Sonhos e acasos são imateriais. Quero tocar. Sou, não Estou. Durmo e acordo sempre querendo ser. O Estar acaba rápido. Nervoso. Quero a serenidade do Ser. E ver que todas as coisas podem Ser comigo. Sem sonhos. Sem acasos. Sem tempo. Com todo o espaço.

 Escrito por Rafael Crispim às 22h32 [ ] [ envie esta mensagem ]



E Daí?

Quando devo dar o próximo passo? Próximo quando dar devo o passo? Passo dar o quando devo próximo? Devo dar quando o passo próximo?

É tudo bobagem.

 



 Escrito por Rafael Crispim às 11h20 [ ] [ envie esta mensagem ]



Momento

Quero que as massas de modelar de várias cores deixem marcas indeléveis umas nas outras. O importante é trocar. Quero não depender. Quero me arrepender somente por um dia já ter me arrependido por algo. Amanhã você vai embora. Sem dor. Sem rancor. Com sorrisos mútuos de agradecimento. E sem a certeza de ter sentido.

 Escrito por Rafael Crispim às 18h19 [ ] [ envie esta mensagem ]



Quem é Quem?

 



 Escrito por Rafael Crispim às 13h52 [ ] [ envie esta mensagem ]



Esquisito

Trinta centavos podem matar a fome. Mas qual fome é importante agora? A minha ou a dos outros? Alguém se importa se eu não comer? Não tô me referindo aos pães e tampouco à Paz. Nasci e vivo por algum motivo. As respostas ainda não surgiram, embora sempre tente encontrá-las. Será perder tempo perseguí-las? Será que o melhor é deixar as coisas virem quando quiserem ou puderem? Parar de pensar não é negócio? Tudo isso é um jogo? Talvez não. Só me engano. Sempre. Alguém conhece um vencedor? Se encontrá-lo, mande meus cumprimentos.

 Escrito por Rafael Crispim às 13h40 [ ] [ envie esta mensagem ]




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